

Amilton Maciel Monteiro
Aves! Cantai por mim que não possuo lira!
Vós sois, como os poetas, livres e inspiradas...
Onde existis, cantais, alegres, descansadas,
Como a dizer que a vida enleva, encanta e inspira.
Eu não nasci com estro, ó donas da safira!
Jamais foi meu o dom das palavras rimadas;
Dentro em meu peito as dores estão sempre caladas,
Apenas sei chorar! E o pranto já se expira...
Clamor de desespero é só o que tu poderia
Arrancar de meu peito. E nunca uma poesia!
Oh! menestréis dos céus, ouvi o que vos clamo:
Ide bem alto, alto, e lá no céu profundo,
Dizei ao Criador que eu peço neste mundo,
Amor, somente o amor do alguém a quem eu amo!
Amilton Maciel Monteiro
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