

Miguel
Russowsky
Silenciosa a Tristeza me aparece
e toma assento ao lado, no sofá,
pega a xícara e vai servindo o chá,
como se nada estranho aqui houvesse.
Sou cordato e um diálogo acontece
e como em todo absurdo bla-bla-blá,
não escolhemos rumos que se vá,
nem temos um senão que nos apresse.
Tristeza...?! me dá pena!...Pobrezinha!
Eu me comovo em vê-la a rir, sozinha,
dos percalços hostis que a vida tem.
Tem sido assim e muitas vezes digo:
-Pois bem, Tristeza, janta aqui comigo!
Seremos dois à mesa e mais ninguém.
Miguel Russowsky
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